quinta-feira, 11 de abril de 2013

Também faz falta..

... lavar a alma. baixar as defesas, esquecer o positivismo, parar de racionalizar.  apenas sentir.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Zonas cinzentas

Se é verdade que uma pessoa é um todo maior do que a soma de todas as suas partes, também é verdade que outros raciocínios que teriam lógica no campo da aritmética não a têm quando se fala do Ser Humano.
Somos um todo, constituído por muitas e muitas partes. Algumas complementares, algumas aparentemente antagónicas. Aparentemente, porque a lógica da ciência e da razão nem sempre é a mesma que a da mente humana.
Há dias em que algumas partes de nós, que estavam adormecidas e quase esquecidas, fazem por se ouvir.
Considero-me uma pessoa positiva, tranquila, com uma boa capacidade de gestão interna, que aceita as coisas como são, que tira prazer das pequenas coisas boas da vida, que relativiza as coisas más.
Mas há dias em que pergunto onde guardar os sonhos, os projectos, os anseios, a vontade de viver intensamente, de inspirar o ar e a vida em grandes golfadas, de fazer coisas com paixão. De revisitar sentimentos e emoções extremos, intensos, que quase me dominem. De fazer algo que não pareça um emprego, mas que seja um prazer.
Sinto-me rica e feliz com o que tenho. Mas somos assim mesmo: queremos sempre mais. Isso tem um lado bom e um lado mau. Como muitas coisa na vida e nós próprios. Não tem necessariamente de haver só preto e branco, há muitas zonas cinzentas no meio. E é bom sentir-me viva.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Superior interesse da criança???

A mim, desilude-me muito a suposta protecção que é dada aos menores em risco. Salvaguardando algumas pessoas que têm feito um esforço por melhorar esta área de intervenção, muito do que é feito é "apenas para inglês ver". Técnicos com mais de 100 processos, serviços sem recursos para avaliar convenientemente as situações,  falta de respostas e uma ideologia latina possessiva que teima em não cortar os laços biológicos.
Tenho assistido a situações próximas que me fazem sentir completamente impotente e culpada por não poder ajudar esses seres tão frágeis e indefesos que são as crianças. Mas denunciar para quê... para criar brigas, para depois os serviços não darem resposta? Só os casos mais graves são retirados às famílias de origem. Mesmo desses, poucos os que o são em termos definitivos e encaminhados para adopção, daí que as instituições estejam cheias. Cheias de crianças e jovens cujo único destino vai ser viverem numa instituição até serem adultos. De preferência mantendo contactos ténues com famílias desorganizadas e patológicas que não têm condições para os ter, mas também não abrem mão.
Damos tudo a estas crianças (cama, mesa e roupa lavada) menos aquilo que realmente mereciam para crescer de forma equilibrada e harmoniosa... e feliz.... que era uma família com as competências necessárias para as educar. E o mais precocemente possível, para evitar a continuidade do contacto com uma realidade que pode provocar danos irreversíveis.
Claro que há famílias biológicas que apenas precisam de apoio para se organizarem, para terem condições de criar as suas crianças, porque o mais importante está lá. E essas famílias deveriam ser apoiadas.
Mas personalidades não se mudam... e tanta gente há que não tem mesmo condições para ser pai ou mãe, pois falta a base mais importante - o afecto, a ligação, a preocupação, o instinto protector... famílias que são negligentes ou maltratantes, e não famílias que apenas têm falta de recursos económicos ou habitacionais ou de outra ordem que possa ser suprível. 
Como tal, acho que há um longo caminho a percorrer até de facto ser tido em conta o superior interesse da criança... até se perceber que a criança tem acima de tudo direito a uma família que lhe dê o afecto necessário nos 3 primeiros anos de vida, situação que vai condicionar todo o desenvolvimento afectivo e cognitivo futuro. Por enquanto, há muitos interesses tidos em conta que não são os da criança. E esse lindo conceito é apenas isso mesmo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

É tão bom...

... retomar o contacto com amigos, pessoas que fizeram parte da nossa História, e com quem não falamos há anos! Retomar a conversa como se tivesse ficado interrompida há 5 minutos.  Mesmo bom!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Só me apetece...

... ganir, como dizia o outro. Hoje estou assim. Pronto. Além do mais, era dia de receber subsídio... um dos dois únicos meses do ano em que não precisava de contar os tostões de forma tão rigorosa. Devo ser rica mesmo e ainda não dei conta. Enfim.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Hoje é dia...

...de partilhar com o Mundo como é bom ser mãe. Os meus filhos são o meu orgulho, a razão para ter um sorriso na cara todos os dias, para sair do emprego cheia de pressa para os rever.
Pode parecer um lugar-comum, mas é a pura da verdade.
Sinto-me a maior sortuda por ter três crianças lindas, inteligentes, cheias de saúde. E todos os dias gostava de ser uma mãe melhor, cada vez mais perto da perfeição, pois tudo o que lhes dê é pouco.
Ter uma carreira deixou de ser importante, se pudesse ser uma "stay at home mum"  (soa tão melhor em inglês!) nem hesitava. Quem diz que ficar em casa a tomar conta dos filhos não é dignificante está, quanto a mim, redondamente enganado... há lá trabalho mais digno e importante que educar e formar seres humanos??? Claro que isso não significaria descurar de mim própria ou da relação a dois... houvesse dinheiro e não fosse obrigada a ter um emprego, com horário certo e obrigações, e teria muito mais tempo para os filhos, para o marido, para actividades que me dessem prazer...
Ser mãe tornou-me ao mesmo tempo mais forte e mais fraca... ironias da vida, que permite estas ambivalências... mais forte, porque pelas minhas crias posso virar mãe leoa; mais fraca porque algo que lhes aconteça a eles, por mais insignificante que possa ser, me dói a mim mil vezes mais...
É tão bom!!!
:)

terça-feira, 17 de abril de 2012

"Money makes the world go round"...

É triste mas é verdade. É incrível como a única forma de não dar tanta importância ao dinheiro seria tê-lo em abundância.
É assim. O mundo está organizado desta forma. Bem ou mal.
Talvez gostasse de voltar aos primórdios, de viver em economia de subsistência, ter tempo. Porque o tempo é precioso. Escoa-se rapidamente. Cada segundo é precioso. E perdemos tantos a trabalhar para pagar as contas, as despesas fixas. E sobra pouco para aquilo que é realmente importante. Pouco tempo e pouco dinheiro. Para usufruirmos mais do que temos, para conhecer o mundo, conhecer outras pessoas, ter outro tipo de experiências e de possibilidades com aqueles que amamos.
Trabalhamos para viver e vivemos para trabalhar. Já lá vai o tempo em que ambicionava uma carreira, a "realização profissional", o que quer que isso seja. Neste momento, ambicionava apenas ter liberdade financeira para ter mais tempo livre, para estar mais tempo com as pessoas de que gosto. Para poder fazer mais coisas com a família. Levá-los a outros sítios. Experimentar outras coisas. Não ter de contar tostões. Não ter o peso que sinto em cima dos ombros.