É triste mas é verdade. É incrível como a única forma de não dar tanta importância ao dinheiro seria tê-lo em abundância.
É assim. O mundo está organizado desta forma. Bem ou mal.
Talvez gostasse de voltar aos primórdios, de viver em economia de subsistência, ter tempo. Porque o tempo é precioso. Escoa-se rapidamente. Cada segundo é precioso. E perdemos tantos a trabalhar para pagar as contas, as despesas fixas. E sobra pouco para aquilo que é realmente importante. Pouco tempo e pouco dinheiro. Para usufruirmos mais do que temos, para conhecer o mundo, conhecer outras pessoas, ter outro tipo de experiências e de possibilidades com aqueles que amamos.
Trabalhamos para viver e vivemos para trabalhar. Já lá vai o tempo em que ambicionava uma carreira, a "realização profissional", o que quer que isso seja. Neste momento, ambicionava apenas ter liberdade financeira para ter mais tempo livre, para estar mais tempo com as pessoas de que gosto. Para poder fazer mais coisas com a família. Levá-los a outros sítios. Experimentar outras coisas. Não ter de contar tostões. Não ter o peso que sinto em cima dos ombros.
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