terça-feira, 17 de abril de 2012

"Money makes the world go round"...

É triste mas é verdade. É incrível como a única forma de não dar tanta importância ao dinheiro seria tê-lo em abundância.
É assim. O mundo está organizado desta forma. Bem ou mal.
Talvez gostasse de voltar aos primórdios, de viver em economia de subsistência, ter tempo. Porque o tempo é precioso. Escoa-se rapidamente. Cada segundo é precioso. E perdemos tantos a trabalhar para pagar as contas, as despesas fixas. E sobra pouco para aquilo que é realmente importante. Pouco tempo e pouco dinheiro. Para usufruirmos mais do que temos, para conhecer o mundo, conhecer outras pessoas, ter outro tipo de experiências e de possibilidades com aqueles que amamos.
Trabalhamos para viver e vivemos para trabalhar. Já lá vai o tempo em que ambicionava uma carreira, a "realização profissional", o que quer que isso seja. Neste momento, ambicionava apenas ter liberdade financeira para ter mais tempo livre, para estar mais tempo com as pessoas de que gosto. Para poder fazer mais coisas com a família. Levá-los a outros sítios. Experimentar outras coisas. Não ter de contar tostões. Não ter o peso que sinto em cima dos ombros.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Atarax

Depois de ter começado a dormir a noite toda desde os 2 meses e pouco, eis que o mais novo regrediu e desde os 4 meses que os sonos nocturnos são interrompidos - de forma variável. Sei que há quem passe por bem pior, mas não estou habituada e resolvi experimentar uma colherzinha de café de atarax a ver se educava o ritmo... primeira noite correu bem até às 6h e tal da manhã... segunda e terceiras noites nem por isso. Ontem eram 0h30 e, de olhos fechados, palrava e rosnava... sim, que ele rosna. Tive de o embalar ao colo. 3h30 acordou de novo. Mudei-o para a minha cama. E às 6h lá despertou de novo. Foi-se a esperança! Será quando ele quiser.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Coisas

Pensava eu que já pouco havia que me espantasse nas pessoas, que a vida já se tinha encarregue de me fazer perder uma inocência que eu gostaria de ter. Mas não... ainda me conseguem surpreender pela negativa. Sem estar à espera. Logo eu que, apesar de ter de contar os tostões todos os meses, sou desapegada das coisas - ofereço e empresto tudo, sem me preocupar grandemente com a devolução ou o estado da devolução. De coração aberto, porque é para isso que os amigos servem.
Uma vez emprestámos um carro antigo que não estávamos a usar a um amigo que estava sem carro.... o sistema de rádio e leitor de CDs foi roubado do dito enquanto estava no estacionamento do prédio do nosso amigo. Se calhar até valia mais que o carro. São coisas que acontecem, como tal nunca lhe cobrámos essa situação nem apontámos o dedo.
De forma idêntica, quando acontecia a senhora que há uns anos limpava a minha casa partir alguma coisa eu dizia que não fazia mal, que só não pode acontecer a quem não mexe nas coisas. São apenas coisas. Substituíveis. Dispensáveis.
Dei uma cadeirinha de carro a outra amiga, porque a minha filha do meio já não precisava e a minha amiga ia ter bebé. A minha amiga disse que a ia devolver, visto que eu tenho outro bebé. Mas apenas aceito a devolução porque o filhote dela já está em fase de mudar para uma cadeira de "mais crescidos". Caso contrário, preferia comprar uma para o meu bebé, mesmo que o dinheiro fizesse falta. Porque dei a cadeira à minha amiga, não lhe ia pedir de volta, muito menos me vou queixar se vier com alguma marca - as coisas são usadas, ainda para mais por crianças, é normal que se estraguem ou que se sujem. 
Empresto coisas que depois até esqueço que emprestei.
Daí que haja coisas que me fazem uma confusão... quando não há meio termo... enfim...se calhar sou só eu... mas vivo e aprendo.